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O que mudou na publicidade médica em 2024 — e por que o site da sua clínica ainda segue a regra velha

Mudanças na publicidade médica em 2024 e o site da clínica

Muitos sites médicos ainda seguem uma ideia antiga: quanto menos informação, menor o risco. A Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024, modernizou as regras de publicidade médica e ampliou possibilidades de comunicação — sem abandonar identificação, ética e responsabilidade.

Na prática, um site para médicos pode ser mais útil e informativo do que páginas construídas sob a regra anterior. O erro está em confundir uma comunicação clara com promessa de resultado ou autopromoção abusiva.

O que ficou mais claro com a nova resolução

A norma passou a admitir, dentro de condições específicas, a divulgação de preço de consulta, formas de pagamento e determinados descontos; a apresentação do ambiente de trabalho, equipe e equipamentos; além de conteúdo educativo e imagens submetidas às regras do CFM.

Isso permite que o site responda a dúvidas práticas antes do primeiro contato. Horários, localização, estrutura, serviços, canais de atendimento e informações profissionais podem ser organizados de forma transparente.

O que continua proibido

A modernização não autorizou prometer cura ou resultado, garantir sucesso de tratamento, divulgar especialidade sem registro, afirmar superioridade, usar método sem reconhecimento ou transformar casos clínicos em espetáculo. A comunicação deve permanecer verdadeira, sóbria e compatível com a medicina.

  • não prometa desfechos;
  • não use títulos ou especialidades que não possam ser comprovados;
  • não apresente um caso individual como resultado típico;
  • não diminua colegas ou instituições;
  • não publique conteúdo que viole sigilo ou privacidade.

A identificação precisa estar na página principal

Os arts. 4º e 6º merecem atenção especial. A identificação profissional exigida deve aparecer na página principal do site, blog, perfil ou canal equivalente. Para pessoa física, isso inclui nome, CRM com o estado e, quando houver divulgação de especialidade, RQE. Para estabelecimentos, entram nome, registro e identificação do diretor técnico médico.

Colocar essas informações apenas no rodapé de uma página interna ou em uma imagem difícil de ler pode não cumprir o objetivo de transparência. O ideal é que estejam acessíveis, em texto legível, sem depender de interação complexa.

Quatro ajustes que já podem ser feitos

  1. Revisar a página inicial: identificação, especialidades, localização e contato precisam estar claros.
  2. Atualizar páginas de serviço: explicar o atendimento com linguagem educativa, sem promessas.
  3. Organizar preços e pagamento: quando divulgados, manter informação objetiva e atualizada.
  4. Revisar imagens e casos: verificar consentimento, contexto, anonimização e regras específicas do CFM.

O problema dos sites presos à “regra velha”

Quando o site evita toda informação relevante, o paciente busca respostas em fontes menos confiáveis. O resultado pode ser uma página bonita, mas incapaz de explicar quem atende, quais são as áreas, como funciona o serviço e como entrar em contato.

A melhor abordagem não é publicar tudo: é criar uma estrutura editorial que passe por revisão. Conteúdo, imagens, informações profissionais e formulários precisam ter responsáveis e rotina de atualização.

Um site mais informativo também pode ser mais ético

Clareza reduz ambiguidades. Uma página bem estruturada informa sem persuadir de forma abusiva, ajuda o paciente a tomar uma decisão consciente e facilita a verificação das credenciais do profissional.

Se o site da clínica foi criado antes de 2024, vale fazer uma auditoria de conteúdo, identificação e privacidade. A Niterói Web Design pode planejar essa revisão junto da parte técnica e do material de privacidade e LGPD.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação do CRM, CFM ou assessoria jurídica. Fonte principal: Resolução CFM nº 2.336/2023, consultada em 30/08/2026.

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